sexta-feira, 23 de março de 2012

Bagunça?Amo!

Me sinto insegura e muiiiito, venho contar a vocês que minha vida foi invadida por uma mocinha de vermelho, Maria Luiza, atualmente de 4 meses e um pouquinho, 18 semanas.Ando ansiosa e insegura, perde o controle dos meus planos da minha vida e fico maravilhada ao ver que estou engordando e minha barriga vem crescendo quem diria, amo essa bagunça!!!

domingo, 13 de novembro de 2011

Em meio a um mar agitado....

Um tempinho sem escrever nada mas sabem como é neh, eu sigo tocando, engraçado que a vontade de escrever cisma sempre quendo não estou muito bem e meu blog acaba virando um amelancolia total...kakakka
Estou mais estranha que o normal nos últimos dias, a subita vontade de vestir preto vem voltando ao meu mundo, uma ansiedade sem sentindo, ema ansia e carência desanimadora...estou a me perguntar...depressão?desânimo?
O pior é a constante vontade de chorar, o mundo vai desabando aos poucos e eu sem entender...problemas todos temos, e eu que sempre fui tão forte ultimamente me sinto mais frágil que nunca...

sábado, 24 de setembro de 2011

Escolhas...

Escolhas nem sempre são fáceis, mesmo quando são nos levam muitas vezes a caminhos complicados.
Assumir e fazer grandes escolhas faz parte de amadurecer...hoje eu preciso fazer mais uma grande escolha...espero apenas ser madura o bastante para assumir!!!Me sinto presa e emaranhada em algo que eu mesma criei!!!kakakaka

Pertenço a tudo para pertencer cada vez mais a mim própria!!!

Acordar - Fernando Pessoa

Acordar da cidade de Lisboa, mais tarde do que as outras,
Acordar da Rua do Ouro,
Acordar do Rocio, às portas dos cafés,
Acordar
E no meio de tudo a gare, que nunca dorme,
Como um coração que tem que pulsar através da vigília e do sono.

Toda a manhã que raia, raia sempre no mesmo lugar,
Não há manhãs sobre cidades, ou manhãs sobre o campo.
À hora em que o dia raia, em que a luz estremece a erguer-se
Todos os lugares são o mesmo lugar, todas as terras são a mesma,
E é eterna e de todos os lugares a frescura que sobe por tudo.

Uma espiritualidade feita com a nossa própria carne,
Um alívio de viver de que o nosso corpo partilha,
Um entusiasmo por o dia que vai vir, uma alegria por o que pode acontecer de bom,
São os sentimentos que nascem de estar olhando para a madrugada,
Seja ela a leve senhora dos cumes dos montes,
Seja ela a invasora lenta das ruas das cidades que vão leste-oeste,
Seja

A mulher que chora baixinho
Entre o ruído da multidão em vivas...
O vendedor de ruas, que tem um pregão esquisito,
Cheio de individualidade para quem repara...
O arcanjo isolado, escultura numa catedral,
Siringe fugindo aos braços estendidos de Pã,
Tudo isto tende para o mesmo centro,
Busca encontrar-se e fundir-se
Na minha alma.

Eu adoro todas as coisas
E o meu coração é um albergue aberto toda a noite.
Tenho pela vida um interesse ávido
Que busca compreendê-la sentindo-a muito.
Amo tudo, animo tudo, empresto humanidade a tudo,
Aos homens e às pedras, às almas e às máquinas,
Para aumentar com isso a minha personalidade.

Pertenço a tudo para pertencer cada vez mais a mim próprio
E a minha ambição era trazer o universo ao colo
Como uma criança a quem a ama beija.
Eu amo todas as coisas, umas mais do que as outras,
Não nenhuma mais do que outra, mas sempre mais as que estou vendo
Do que as que vi ou verei.
Nada para mim é tão belo como o movimento e as sensações.
A vida é uma grande feira e tudo são barracas e saltimbancos.
Penso nisto, enterneço-me mas não sossego nunca.

Dá-me lírios, lírios
E rosas também.
Dá-me rosas, rosas,
E lírios também,
Crisântemos, dálias,
Violetas, e os girassóis
Acima de todas as flores...

Deita-me as mancheias,
Por cima da alma,
Dá-me rosas, rosas,
E lírios também...

Meu coração chora
Na sombra dos parques,
Não tem quem o console
Verdadeiramente,
Exceto a própria sombra dos parques
Entrando-me na alma,
Através do pranto.
Dá-me rosas, rosas,
E lirios também...

Minha dor é velha
Como um frasco de essência cheio de pó.
Minha dor é inútil
Como uma gaiola numa terra onde não há aves,
E minha dor é silenciosa e triste
Como a parte da praia onde o mar não chega.
Chego às janelas
Dos palácios arruinados
E cismo de dentro para fora
Para me consolar do presente.
Dá-me rosas, rosas,
E lírios também...

Mas por mais rosas e lírios que me dês,
Eu nunca acharei que a vida é bastante.
Faltar-me-á sempre qualquer coisa,
Sobrar-me-á sempre de que desejar,
Como um palco deserto.

Por isso, não te importes com o que eu penso,
E muito embora o que eu te peça
Te pareça que não quer dizer nada,
Minha pobre criança tísica,
Dá-me das tuas rosas e dos teus lírios,
Dá-me rosas, rosas,
E lírios também...

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Eu disse é fácil...basta se entregar...


Eu preciso ser amada e abraçada como se fosse sempre a última vez, preciso que saibas que corre o risco de me perder, que tema isso, para que me cultive e passe a me quer mais por perto. Preciso que seja intenso nas palavras no modo de agir.
Necessito que seu beijo valha mais que mil palavras, que ele me faça esquecer o mundo, me tire do chão, me faça enlouquecer.
Não posso simplesmente ser feliz, não me peça pra aceitar isso eu preciso do arrepio que te ver vai me causar, eu preciso perder o folego perto ou longe de você, não apenas viva, mais saiba que viver é muito bom.
Eu quero temer olhar nos seus olhos por saber que isso vai te permitir saber o meu segredo...
Será que agora você me entendeu?
Eu vou me doar, me dar e me entregar, mas você precisa me fazer confiar em você...se não eu fujo....

Eu, modo de usar!

O texto abaixo é um dos meus preferidos da Martha Medeiros, me traduz em palavras, expressa meu modo contraditorio, meu lado forte e ao mesmo tempo a fragilidade que tenho e quando preciso de atenção. Ele cai extamente para as palavras que eu gostaria de dizer agora...


Pode invadir ou chegar com delicadeza,
mas não tão devagar que me faça dormir.
Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar.
Acordo pela manhã com ótimo humor mas ...
permita que eu escove os dentes primeiro.
Toque muito em mim, principalmente nos cabelos
e minta sobre minha nocauteante beleza.

Tenho vida própria, me faça sentir saudades,
conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas
e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando
este tipo de herança de seus pais.
Viaje antes de me conhecer,
sofra antes de mim para reconhecer-me um porto,
um albergue da juventude.
Eu saio em conta, você não gastará muito comigo.
Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras,
elas serão raras e sempre por uma boa causa.
Respeite meu choro, me deixe sózinha, só volte quando eu chamar e,
não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada.
( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?).

Seja mais forte que eu e menos altruísta!
Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça,
gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço.
Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto:
boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado,
você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade.

Leia, escolha seus próprios livros, releia-os.
Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos.
Seja um pouco caseiro e um pouco da vida,
não de boate que isto é coisa de gente triste.
Não seja escravo da televisão, nem xiita contra.
Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai.
Escolha um papel para você que ainda não
tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.

Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa,
uma louca que ache graça em tudo que rime com louca:
loba, boba, rouca, boca ...
Goste de música e de sexo. goste de um esporte não muito banal.
Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa,
apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... se calhar ...
Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora.

Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres,
tenha amigos e digam muitas bobagens juntos.
Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas.
Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções.
Me rapte!

Se nada disso funcionar ... experimente me amar !!!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Parece que eu não estou precisando de cores...


Pois é hoje ouvi uma coisa muito interessante, alguem me disse que sua vida esta sem tom, sem cor.
Na verdade analisando na minha vida esta faltando "a cor", o famoso vermelho que me da a confiança muitas vezes.
Onde encontrar e como buscar este tom, onde esta o ânimo, uma seguência de acontecimentos ruins, muitos causados por mim e a falta da "cor" levaram e ainda levam de vez enquando embora o meu sorriso, o que fazer?